O chefe inimigo quiz então estender em atiradores seus primeiros pletões; mas viam-se os soldados horrorisados recusarem affastar-se uns dos outros. Quanto a nós, avançámos sempre proseguindo o fogo. Então a nossa extrema direita, commandada pelo capitão Rozat, torneou um muro que a impedia de avançar e foi correr vivamente a estender-se sobre os flancos do inimigo.

Os napolitanos oscillaram um instante; depois, rompendo suas fileiras repentinamente, tomaram a fuga sem quasi descarregar as espingardas. Então alguns homens do batalhão de Manara penetraram até ao meio de suas fileiras, e sahiram d'ahi conduzindo cinco ou seis prisioneiros.

Da direita, ainda que marchando mais lentamente, as cousas procederam da mesma fórma; a primeira companhia de bersaglieri deixou aproximar os napolitanos a um tiro de pistolla, e com uma carga viva e inesperada, e um choque vigoroso á bayoneta, facilmente os poz em fuga, repellindo-os successivamente de tres casas que occupavam, e sustentando com a maior ordem uma carga de cavallaria que custou a vida a bom numero de cavalleiros napolitanos.

Garibaldi esperava este momento: enviou de reforço um batalhão a Manara, ordenando-lhe que carregasse sobre toda a linha á bayoneta.

Fulminados sobre o flanco pelos lombardos, repellidos em frente pelas legiões e pelos exilados, os reaes tomaram a fuga rapida e completamente deixando no campo tres canhões.

O combate durou tres horas, e foi conduzido a bom fim sem grande perda. Os inimigos oppozeram tão fraca resistencia que nos maravilharam.

Se houvessemos tido cavallaria para a lançar em perseguição dos fugidos, a sua perda teria sido consideravel.

Mas quando Garibaldi viu o inimigo retirar-se precipitadamente e os nossos perseguil-os em desordem, temeu uma emboscada, e fez tocar a retirada.

Tivemos doze mortos e vinte feridos, entre elles o bravo capitão Ferrari, que recebeu uma bayonetada no pé.

A perda dos napolitanos foi de cem homens.