ARTIGO UNICO
«O heroico povo de Bolonha, bem mereceu da patria, e da republica, sendo o digno emulo de seu irmão o povo romano.»
No dia em que Bolonha cahia, o embaixador extraordinario da republica franceza, Fernando de Lesseps entrava em Roma com Miguel Accursi, enviado da republica romana em Paris.
O armisticio de que se tratava havia quinze dias, e contra o qual eu me tinha pronunciado no dia 1 de maio, estava concluido.
O governo romano resolveu aproveitar-se d'estas treguas para se desembaraçar do exercito napolitano; porque ainda que elle não fosse para temer, é sempre mau ter sobre os hombros vinte mil homens e trinta e seis bocas de fogo.
Engano-me, eram só trinta e tres porque tres tinhamos nós trazido da Palestrina.
O governo julgou esta occasião favoravel para crear dois generaes de divisão, um, de um coronel, e o outro, de um general de brigada; o primeiro foi Roselli, eu o segundo.
Roselli foi nomeado general de expedição. Alguns amigos me aconselhavam a não acceitar esta posição secundaria, para obedecer a um homem que, ainda na vespera, era meu inferior.
Confesso porém que sempre me tem sido indifferentes estas questões de amor proprio, se me tivessem dado, ainda mesmo como simples soldado, a occasião de desembainhar a espada contra o inimigo do meu paiz, teria servido como bersaglieri. Acceitei pois, com reconhecimento, o posto de general de divisão.
No dia 16 de maio, á noite, todo o exercito da republica, isto é dez mil homens e doze bocas de fogo sahiu dos muros de Roma, pela porta San-Giovanni.