LXXV.

Ja o Leaõ he experto
Mui alerto.
Ja acordou, anda caminho.
Tirará cedo do ninho
O porco, e he mui certo.
Fugirá para o deserto,
Do Leaõ, e seu bramido,
Demostra que vai ferido
Desse bom Rei Encuberto.

LXXVI.

Uma porta se abrirá
N'um dos Reinos Africanos,
Contraria aos Arrianos,
Que nunca se cerrará.
A vacca receberá
A nova gente que vem,
Com prázer de tanto bem
Seu leite derramará.

LXXVII.

A lua dará grão baixa,
Segundo o que se vê nella,
E os que tem Lei com ella:
Porque se acaba a taixa.
Abrir se ha aquella caixa,
Que ategora foi cerrada,
Entregar se ha á forçada
Envolta na sua faixa.

LXXVIII.

Um grão Leão se ergerá,
E dará grandes bramidos;
Seus brados serão ouvidos,
E a todos assombrara;
Correrá, e morderá
E fará mui grandez damnos,
E nos Reinos Africanos
A todos sugeitará.

LXXIX.

Passará, e dará boccado
Na terra da Promissão,
Prenderá o velho Cão,
Que anda mui desmandado.