XVII.
Ergue se a aguia Imperial
Com os seus filhos ao rabo,
E com as unhas no cabo
Faz o ninho em Portugal.
XVIII.
Põe um A pernas acima,
Tira lhe a risca do meio,
E por detraz lha arrima,
Saberás quem te nomeio.
XIX.
Tudo tenho na moleira
O passado, e o futuro,
E quem for homem maduro
Ha de me dar fe inteira.
XX.
Vejo sem abrir os olhos
Tanto ao longe como ao pérto;
Virá do mundo encuberto
Quem mate da aguia os polhos.
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