Esta é a justiça que manda El-Rei.
DIALOGO
ENTRE O DEMONIO E A ALMA
Cantavam naquelle tempo os chulos da Bahia certas cantigas por uma toada triste que rematava, dizendo: «Banguê, que será de ti?» Mas outros mais piedosos reduziam a mesma canção ao Divino finalizando assim: «Meu Deus, que será de mim?» E o P. entre o temporal e o eterno de uma o outra chularia introduziu uma alma christãa resistindo ás tentações do demonio com a glosa de ambos os extremos:
Meu Deus, que será de mim?
Banguê, que será de ti?
Alma—Si o descuido do futuro
E a lembrança do presente
É em mim tão continente,
Como do mundo murmuro?
Será porque não procuro