Tão cego és que não vês teu prejuizo,

Sendo cousa que se olha com o juizo;

Tu és mais cego do que eu, que te susurro,

Que em te olhando não vejo mais que um burro.

Chato o nariz, de cócaras sempre posto,

Te corre todo o rosto

De gatinhas buscando algum jazigo,

Aonde o desconheçam por embigo,

Té que se esconde d’onde mal o vejo,

Por fugir ao fedor do teu bocejo.