E si fôras poeta, poetisáras.

A ignorancia dos homens d’estas eras

Sizudos faz ser uns, outros prudentes,

Que a mudez canoniza bestas feras.

Ha bons, por não poder ser insolentes,

Outros ha comedidos de medrosos,

Não mordem outros não—por não ter dentes.

Quantos ha que os telhados têm vidrosos,

E deixam de atirar sua pedrada,

De sua mesma telha receiosos?