--Este homem, oh rei, é o servo dos teus hospedes, e quem deseja o seu sangue é como se desejasse o nosso! Pela lei de hospitalidade, que cumpre aos reis manter, exijo a tua protecção para elle!
Tuala franziu o sobr’olho:
--Gagula, mãe das Isanusis, sabedora das artes, cheirou-lhe a traição dentro das veias. O homem tem de morrer, oh brancos!
--Quem lhe tocar, exclamei, batendo furiosamente com o pé no chão, é que tem de morrer!
--Agarrem-no! Bradou Tuala aos carrascos que esperavam em roda, já todos manchados de sangue.
Dois brutos romperam para nós--mas hesitaram. Ignosi erguera a azagaia, decidido a morrer combatendo.
--P’ra traz, cães! Berrei eu, n’um tom tremendo. Tocai n’um só cabello do homem, e vós mesmos, e a vossa feiticeira, e o vosso rei, não vereis mais a luz do dia!
E bruscamente apontei o rewolver a Tuala. O barão tinha já o seu erguido contra um dos carrascos: e John marchára sobre Gagula.
Houve um instante de indizivel assombro.
--Decide depressa, Tuala! Gritei, tocando-lhe quasi a testa com o cano do rewolver.