—Eu, quereria partir com elle, respondeu Madame Jolibois.
Quanto a Madame Desbroutin, estava tão commovida, que apenas poude dizer:
—Que ha de ser de nós, agora? Esses rapazes que partiam eram a poesia, o amôr a paixão.
A marqueza de Tournelle havia deixado Saint-Martin no dia seguinte ao das eleições. Estava em Paris havia quatro dias, quando Ronquerolle ali chegou.
A grande cidade estava n'essa occasião deserta. A alta sociedade partira já para as estações de aguas, para os banhos do mar, para o campo. Apenas ficára a população que as necessidades da vida prendiam em Paris. O calor tornava-se mais violento dia a dia.
A marqueza habitava um soberbo palacete na rua de Varennes, construido entre um pateo e um jardim.
Habitualmente demorava-se no campo até aos fins de novembro, mas o seu regresso inesperado a Paris foi explicado pelo cheque eleitoral soffrido pelo marquez seu esposo.
O sr. de La Tournelle, sentindo-se envergonhado, humilhado, diante de sua mulher, não ousava acompanhal-a á grande capital. Por outro lado o continuar em Saint-Martin lhe parecia tambem insupportavel e por{95} isso partira, sem demora, para a Suissa, em companhia do conde de Orgeffin.
Ronquerolle, em vista da sua nova situação, alugara uma bôa habitação perto dos Invalidos, ficando estabelecido que Branche seria seu secretario e rezidiria com elle. Quanto a Maupertuis e a Didier installar-se-hiam nas immediações.
A abertura das camaras devia realizar-se em outubro, e por isso restavam ainda ao novo deputado dois longos mezes para se preparar para as luctas parlamentares, para se concentrar antes do combate, e para se entregar inteiramente á sua amante.