A estrutura de tais lendas perdura; procurei delas dar aqui uma feição expositiva — literária e talvez menos feliz — como expressão da dispersa forma porque a ancianidade subsistente transmite a tradição oral, hoje quase perdida e mui confusa: ainda por aí se avaliará das modificações que o tempo exerce sobre a memória anônima do povo.

*A M’BOI-TÁTÁ* A’ Andrade Neves Neto

Meu caro Simões L. Neto

_Agradeço não me haveres esquecido com a tua amizade e com o teu talento. A lenda da “boi-tátá ”, também conhecida dos nossos sertanejos, com variantes que muito a diferençam da que escreveste, deve figurar no “folk-lore” gaúcho, onde já cintila, acesa por ti, a velinha do “Negrinho do Pastoreio”, à cuja claridade puseste meu nome. Prossegue, porque fazes trabalho de valor e muito me alegro por haver insistido com a tua modéstia para que continuasses a colher, aqui, ali, essas flores eternas da Poesia do povo, fazendo com elas o ramo que será um encanto para todas as almas e gloria para o teu nome. Abraço-te_

teu

Coelho Neto

Rio 20-XI-09

A M’BOI-TÁTÁ

I

Foi assim: