[[65]] Stuart Mill viveu de 1806 a 1873, antecedendo portanto Alexandre Herculano quatro annos no nascimento e na morte.

[[66]] Mes Mémoires. Trad. fr.; Paris, 1874. Pag. 221 e seg.

[[67]] Alexandre Herculano. Opusculos, tom. I, pag. XV. 4.ª edição. Lisboa, 1897.

[[68]] Vid. Poesias.

[[69]] É singular e significativa certa frieza que transparece no elogio, quando José Estevão apreciou a pouca fortuna de Alexandre Herculano no parlamento. Dizia o tribuno na Revolução de Setembro, em um pequeno artigo que o meu erudito conterraneo Sr. Marques Gomes transcreve no seu José Estevão, Apontamentos para a sua Biographia:

«Coube a palavra ao Sr. Alexandre Herculano, litterato conhecido e deputado debutante. O discurso d'este senhor foi modelo em dicção, mesquinho na intenção e falho nos meios. Este senhor deputado, tendo-se declarado opposicionista, não proferiu uma palavra de censura contra o ministerio, e querendo inculpar as administrações da Revolução mostrou que nem sempre os bons desejos supprem a escassez de recursos. O senhor deputado é um talento, e póde vir a ser um bom orador applicando os encantos da sua dicção aos termos logicos das questões.»

Ora José Estevão era de uma generosidade e largueza d'animo com os adversarios verdadeira e superiormente nobre. Se escreveu com semelhante leveza de Alexandre Herculano foi porque em consciencia a tinha por merecida, e nunca por qualquer sombra de mesquinhez partidaria ou pessoal, de que de todo e sempre se achou isento. E desconheceu-o, ou melhor, talvez o conhecesse mal n'aquelle tempo, porque a diversidade de temperamento tornava embaraçosa e lenta a mutua comprehensão dos caracteres, que de resto veio a mostrar-se. É sabido como esses dois homens acabaram por se estimar profundamente, como o exigia a conformidade da grandeza moral de um e outro.

[[70]] Monge de Cistér, tom. II, pag. 57 e seg.

[[71]] Ernest Howard Crosby.

[[72]] Opusculos, tom. II, 2.ª edição, pag. 141 e 142.