15 O Sal se coalha copiosamente nas muitas marinhas, que ha em Aveiro, Santo Antonio do Tojal, e em Setubal, bastando só os direitos Reaes destas salinas de Setubal para satisfazerem aos Hollandezes os milhões, que se obrigou o Reino a pagarlhe pelo Tratado da liga defensiva, concluindo-se o anno de 1703 o seu ultimo pagamento. Bastante prova he desta fertilidade o grande numero de navios estrangeiros, que continuamente vemos em nossos portos a fazerem carregações do sal, que lá nas suas terras naõ tem: e he isto taõ antigo, que affirma Pedro de Mariz[325] verse em tempo delRey D. Pedro I. nos portos de Lisboa, e Setubal muitas vezes quatrocentos, e quinhentos navios a esta carga, e outras nossas mercadorias. Seguia-se tratarmos agora do Commercio do Reino; mas como reservamos esta noticia para quando descrevermos Lisboa, primario archivo de todas as grandezas, e trafegos de Portugal, passemos à averiguaçaõ das moedas, que se tem lavrado, com toda a sua diversidade, e valor.
NOTAS DE RODAPÉ:
[286] 1 Machab. 8.
[287] Plinio lib 33. cap. 4.
[288] Strab. lib. 3. de Situ Orbis: Nec in alia parte terrarum tot sæculis hæc fertilitas. Plin. alleg.
[289] Justin. lib. 44.
[290] Costa, Corograf. Port. tom. 1. p. 374 e 452.
[291] Ibid. tom. 3. p. 337. Argot. Antig. da Chancel. de Brag. p. 224. e 332.
[292] Monarq. Lusit. liv. 16. cap. 30.
[293] Ibid. Monarq. Lusit.