[338] Fr. Manoel dos Sant. Histor. Sebast. p. 488.
[339] Barbos, Remiss. à Ord. tit. 21. liv. 4. p. 30.
[340] Manoel Severim de Far. Notic. de Portug. disc. 4. §. 29.
[341] Monarq. Lusit. p. 3. in Append. n. 16.
[342] Purific. Chronic. de S. Agost. allegada.
[343] Aldret. no Thesouro da lingua Castelh. vide etiam Bochart. in Geograf. Sacra no principio da sua vida.
[344] Far. no Comm. das Lusiad. de Cam. cant. 1. p. 115.
CAPITULO XIII.
Da Lingua Portugueza.
1 A primeira lingua, que se fallou em Portugal, foy a que communicou Tubal aos Turdulos, primeiros habitadores de Lisboa, os quaes multiplicando-se foraõ povoar depois parte da Turdetania, ou Andaluzia;[345] porém que lingua fosse aquella, he toda a difficuldade. Dizem huns, que fora a lingua Hebraica,[346] outros a Caldaica, ou alguma das setenta e duas, em que Deos prodigiosamente dividira a primitiva na torre de Babel. Muitos se capacitaõ, que a lingua primeira, e geral de toda a Hespanha fora a Vasconça, ou Biscainha.
2 Filippe de la Gandara julga[347] que era idioma particular, e distincto do Caldeo, e Hebreo; mas conforme os caracteres, de que usavaõ os antigos Turdulos Portuguezes, infere Fr. Bernardo de Brito,[348] que seria a lingua dos Hetruscos, usada em Italia desde o tempo de Noé; porém ou fosse hum, ou outro idioma, he certo que a tal lingua dos Turdulos naõ foy universal em toda esta nossa Peninsula, porque comprehendia differentes nações, e cada huma, em quanto viveo sobre si, conservou seu particular idioma, conforme assevera Plinio.[349]