Cada hum dos Portuguezes presume que se lhe deve tudo; e assim qualquer cousa, que se dá aos outros, cuida que se lhe rouba.
Sempre o animo Portuguez esteve alegre nos perigos, e ainda nos tormentos.
Amou sempre mais hum Portuguez a fidelidade, que a fortuna.
Nenhuma cousa logrou a mayor antiguidade, que a naõ lograsse a gente Portugueza.
A gente Portugueza para com seus desejados Principes mil vezes substituio a adoraçaõ pelo decoro.
Naõ se sujeitou já mais a gente Portugueza sem alguma soberania.
Nunca a espada Portugueza deveo triunfos à multidaõ dos exercitos, senaõ à grandeza dos corações.
Mil vezes tem sido a confiança natural cutello da Naçaõ Portugueza.
Na gente Portugueza desde os fundamentos está de posse encommendar ao espirito o que outras Nações à copia.
A Nação Portugueza sempre se prezou mais de ser acredora da voz da fama, que de sujeita a seus favores.