—Foi para a caça, respondeu a Marianna, sentando-se no leito e á pressa limpando as lagrimas.{42}

O mestre-escola trazia o bonnet de palla verde, a espingarda a tiracolo, o polvarinho e o chumbo. Não trazia a rede.

—Bem. Deixa-te estar. Escusas de te incommodar. Deita-te, filha, que eu vou procural-o.

A Marianna quiz retel-o, extranhando-lhe os modos.

—Talvez o não encontre. Sabe Deus onde elle pára!

—Sabe-o Deus, sei-o eu e sabe-o a aldeia em peso, que é uma vergonha! respondeu o Eustachio, apontando com a espingarda para o alto do pinhal. Olha, sabes o que vou fazer?

—Ó meu pae!... disse a rapariga, levantando-se do leito e vindo segurar-lhe os braços.

—Deixa-me! Muito tenho eu esperado! Não teem mais que o castigo que ambos merecem. Tu sabes quem ella é?

A Marianna disse que não com a cabeça.{43}

Mas não havia de saber!...