Quem me ac...!
E se ella apparece á janella?
Doem-me os braços, já não posso mais!
Mas então é certo!... Mas então vou{167} morrer! Mas não quero, d'essa morte horrivel não quero!
E não poder subir...! Talvez com um esforço grande, apoiando os pés á parede... Mas o zinco estala cada vez mais, dobra-se todo...!
Se eu batesse as palmas ao guarda nocturno...? Mas como? Para bater as palmas seria preciso largar a corda... Se me pudesse segurar com uma só mão, despir-me com a outra e bater as palmas no...
Mas nem sei o que penso! Não posso suster-me só com um braço... Sinto faltarem-me as forças!... E se ella abrisse a janella e me visse n'essa posição ridicula?
Agora é que é certo! agora é que tenho de morrer!... E ninguem, ninguem me salva!
Tenho as mãos a arder; não posso mais. Quem me dera ter animo para gritar!...
Ainda que queira subir já não posso... E o zinco verga cada vez mais, ao mais pequeno movimento!{168}