Ai! que dôr, que dôr esta minha!... Sou o maior desventurado da terra!
FR. BERMUDO
Quem póde dizer que o é?—Tu, Mendo, na tua vida tão curta, já escutaste o palpitar de um coração que batia por ti.—Tens uma esperança... Amanhã serás cavalleiro, depois serás senhor de honras e castellos, depois terás um nome, uma gloria. Tens um futuro, Mendo... e n'esse futuro?.. Deus ha de compadecer-se de ti que és bom e puro.
D. MENDO
(Cobrindo o rosto.) Sem Violante!... Jesus, meu Deus!
FR. BERMUDO
Ha homens a quem a fatalidade acompanha desde o berço, e em cuja alma sempre em trevas, não caíu uma esperança... nem mesmo já nasce um desejo.
D. MENDO
Fr. Bermudo, não tens nem piedade, nem comiseração n'essa tua alma... Nunca te fiz mal, para que assim me lances na desesperação.