(Entrando agitada.) Mendo, que tendes? O que é isso que vos afflige. D. Mendo?

D. MENDO

Minha sr.ª D. Violante!... Não quizestes deixar-me partir sem vir lançar-me a força no coração.

D. VIOLANTE

Estaes agitado, sobre-saltado! Que vos dizia aquelle frade, Fr. Bermudo?

D. MENDO

Nada... não me dizia nada. Viestes, D. Violante, e na presença de um anjo as palavras de um louco devem esquecer-se. Ai! Violante, quanto vos agradeço o que fizestes por mim! Se partisse para a guerra, sem vos ter fallado do meu amor, e sem ter ouvido dessa bocca uma palavra de esperança, parece-me que me deixava morrer por lá. Este amor é a minha vida!

D. VIOLANTE

(Com embaraço.) Saí da pousada, saí... nem eu sei... que importa? (Com ternura.) Procurava o perfume das flôres, e vim para este lado... parecia-me que tinha nascido aqui uma flôr, que eu só devia colhêr...

D. MENDO