D. BIBAS
(Rindo.) Ahi vem nosso tio, o infante.
AMBOS OS BOBOS
(Fugindo.) Adeus! adeus!
SCENA VIII
D. MENDO, só
Tudo para mim é um agouro!... agouro máo! As palavras da meditação, as gargalhadas do escarneo... tudo! Que segredo tenebroso será este, que me envolve e me aterra? Minha mãe tambem sabe este segredo; é essa a causa d'aquella tristeza, d'aquella dôr sem consolação, d'aquelle lucto em que sempre vive. Tenho ouvido por vezes fallar em meu pae morto... nas trevas de uma noite horrenda; n'uma vingança infame que veio um dia manchar de sangue e de vergonha a nossa casa. Mas que historia pavoroza é esta de que eu ainda não pude penetrar o mysterio? Quem foi o assassino de meu pae? Qual é a família contra a qual a honra me ordena de exercer uma implacavel vingança? Não sei, nada sei, porque minha mãe só quando eu fôr cavalleiro me julga digno de saber este funebre segredo. Fr. Bermudo, o frade solitario, o astrologo que vive na isolação, tambem conhece os segredos da minha familia, que eu ignoro ainda, e não m'os quer dizer.
SCENA IX
O mesmo, o Infante, D. Gontrade, D. João Peculiar, D. Tello, D. Gonçalo Mendes, D. Egas Moniz, D. Lourenço Viegas, D. Guilherme Ricardo, D. Gonçalo de Sousa, Cavalleiros, Ricos Homens, Homens d'Armas, Frecheiros, Besteiros etc. depois D. Pedro Framariz.