Ámanhã estarás entre elles; terás uma espada ganha por ti, Mendo.—Vamos, senhores. (Sáe com Egas Moniz, e D. Tello.)

SCENA III

D. Mendo só

D. MENDO

Serei cavalleiro!... terei uma espada, e com ella a minha Violante... a gloria!... um nome egual ao de meu pae!—Ser admirado por ella; ter um nome entre os nomes illustres... Combater por D. Affonso, pelo meu infante... que gloria, que felicidade! Ai! Violante, Violante!—(Triste.) Violante... longe de ti! Violante não esqueças o amor, que é a vida d'este coração. Quando penso na ventura de viver com ella, de lhe chamar esposa, sinto subitamente o terror esfriar-me todo. Aquellas palavras sinistras do Astrologo, de fr. Bermudo, e aquella vingança de que minha mãe me fallou levantam-se diante de mim como espectros medonhos, que me querem roubar a minha Violante! Qu'importam as palavras desvairadas de um bobo... os vaticinios dos astros? Que importa isso tudo? Deus não póde querer a desgraça de quem nunca commetteu um grande crime, de quem nunca o offendeu! (Pausa.) Ai! perdel-a!... (Fica pensando.) Morrer!... antes morrer!

SCENA IV

D. Mendo, e fr. Bermudo

FR. BERMUDO

Ainda não. É ainda cedo para morreres.

D. MENDO