INFANTE

Ide purificar-vos pela oração para que Deus proteja as nossas armas.

(Saem todos gritando—Viva D. Affonso, fica só o infante e D. Mendo.)

SCENA VII

O Infante e D. Mendo

INFANTE

Mendo, amanhã é o mais bello dia da tua vida... Sentirás pela primeira vez o furor dos combates correr-te nas veias. No meio do turbilhão dos inimigos sentirás essa força estranha, superior e independente da vontade, que dirige o braço dos que pelejam pela sua fé, e pela sua patria; essa força que faz os heroes e os martyres; que é a inspiração dos homens de guerra. Não estejas assim triste agora; que depois da peleja terás de chorar os nossos que morrerem... e então... Que importa? Resta-me o amor. Tu és moço, nobre; serás em pouco um dos melhores lidadores de Portugal. (Sentando-se.) Ajuda-me a tirar este capêllo. És feliz, Mendo; sobre ti não pezam nem remorsos do passado, nem terror do futuro...

D. MENDO

Sr. infante!

INFANTE