Eu não podia morrer, porque vós me estaveis esperando.
VIOLANTE
Não vos lembrou a triste Violante, quando, o primeiro entre todos, vos lançastes por meio das lanças dos inimigos?
D. MENDO
Lembrou, lembrou. Ia lá buscar esta espada... Não era eu que ia, não; era a esperança de vir aqui ajoelhar-vos aos pés e dizer-vos: «Violante, tenho um nome de cavalleiro, tenho um logar entre os ricos-homens de Portugal, tenho esta mão que é leal e que está pura... offereço-vos, tudo minha Violante!»
VIOLANTE
(Apertando a mão de D. Mendo.) Acceito.
D. MENDO
A fr. Bermudo devo a ventura de ouvir a minha Violante dizer-me esta divina palavra.