D. VIOLANTE

Venho pedir-vos...—Escutai-me. Já sei tudo, conheço o que para sempre me separa de Mendo. Sei que esse que para mim era a alegria e a vida perdi-o para sempre... e talvez que nem por elle seja amada já; eu a filha do homem que...—Horrenda idéa!—Perder uma felicidade tão grande, assim de repente, é uma dor com que não pode este coração—Fr. Bermudo, sois forte, tendes uma alma superior a estas fraquezas do mundo... A minha alma não é assim. Uma pobre mulher, como eu, tem um espirito fraco, e que não pode resistir á dor extrema...

FR. BERMUDO

Que quereis... que quereis de mim, D. Violante?

D. VIOLANTE

Quero o que não me dareis talvez. Mas estou resolvida... Nada me pode fazer mudar de resolução, porque não é a vontade que me impelle, é o desalento; não é a força, é um abatimento desanimador; não é a desesperação é a esperança de acabar com um martyrio com que não posso.

FR. BERMUDO

Assustam-me essas palavras!

D. VIOLANTE

A vida é impossivel assim.—Fr. Bermudo, estou decidida a morrer.