FR. BERMUDO

Um crime, que Deus, não perdôa, talvez.

D. VIOLANTE

Deus tudo póde perdoar, porque a sua bondade é superior a todos os crimes dos homens.—Não me deixeis mais tempo neste martyrio! Fr. Bermudo, pela minha alma, por esse amor, por esse vosso amor, que é tão puro e tão sublime, vos peço a paz. Quero morrer, sem uma longa, sem uma dolorosa agonia.

FR. BERMUDO

(Dando-lhe um dos frascos que tem sobre a meza.) Aqui tendes um penhor do amor... do amor, que morreu já.—Agora acabou tudo para nós... acabou tudo para mim!

D. VIOLANTE

(Pegando no frasco.) É a paz que me daes... Irei esperar por elle no ceu!... Deus hade perdoar-me este crime Padre, não reveleis este segredo a ninguem.

FR. BERMUDO

Não.—É meu. (D. Violante vae para sahir.)