E esse que morreu, era...

D. GONTRADE

Meu marido—Nessa hora consumou-se o meu crime, nessa hora começou o castigo! O homem, que me enganou, abandonou-me naquella dôr.

FR. BERMUDO

(Levantando-se com horror.) Oh! maldicta de Deus!... estás maldicta, mulher!...

D. GONTRADE

(Levantando-se e deixando cair o veu que lhe esconde o rosto.) Não é verdade que sou uma mulher miseravel?... Não é verdade que sou maldicta de Deus? Que a misericordia do Senhor não é bastante para tão negro peccado?...

FR. BERMUDO

Queres alcançar perdão para esse crime?

D. GONTRADE