Obrigado, obrigado, Joze. Nunca te poderei pagar o muito que te devo. Agora mais um favor.

JOZE

Venha lá mais esse...

LUIZ

É o ultimo, tem paciencia. Esta noite... d'aqui a uma hora talvez, vou para bordo, e de lá já não volto, já não torno a fallar com minha mãe. Aqui tens vinte patacas, que lhe deixo: tu mesmo lh'as entregarás em mão propria.

JOZE

Ahi vem ella. D'ali, da banda da Igreja.

LUIZ

(Dando-lhe dinheiro.) Pois vou-me, antes que ella chegue; não tenho cá dentro força, para lhe fallar agora. Dize-lhe que fui no bote fazer um frete até ao Funchal. Amanhã lhe contarás a verdade. Adeus, Joze. Não te esqueças do promettido. (Estendendo os braços para o lado donde, vem Maria das Dores.) Mãe, mãe! A tua benção, mãe; para que Nossa Senhora me não desampare! (Sae.)

SCENA VI