(Em tom de discurso.) É preciso acabar com este odio á chamada escravatura branca: este odio é uma vergonha para a Madeira, uma deshonra para a Madeira, uma deshonra para os portuguezes. Esta escravatura não é mais do que a liberdade, que todos devem ter de ir procurar fortuna a qualquer parte do mundo. Eu mesmo fui enriquecer-me a Demerara. E quando os calumniadores me accuzarem, de querer que dure a emigração, para ganhar dinheiro com ella, heide gritar com furor. A minha vida todos a conhecem, é simples e pura. Todos sabem que ganhei honradamente o que tenho, e só almas damnadas me podem levantar falsos testemunhos; porque... porque, a innocencia é a innocencia, e os homens politicos sabem, melhor do que ninguem, o que é ser innocente, e o que é fingir innocencia; porque a moralidade dos politicos...
ANTONIO
Viva! É eloquente, o meu genro, o sr. deputado. E da sua innocencia falla muito, e falla bem.
JOZE
Então, decide-se o casamento?
ANTONIO
Está decidido, e hade ser já.
JOZE
Falle a Joanninha.