—Porque se chama Kcecezêxe?—Porque vale kç... ç... z... x...
—Quando vale kç... ç... z...?—Não ha regra.
—E quando vale x...?—No princípio e fim de palavra.
Este mesmo valor já sabemos quanto é accidental no fim; e tambem não é certo no princípio. Parece pois que muito de proposito escolheram os mathematicos o x para symbolo da incognita... Mas ahi tendes mais uma razão para lhe darmos um nome que offereça por assim dizer, á escolha do principiante valores tão diversos e tão incertos.
| x = kç fixo fixa fixar fluxo defluxo reflexo sexo = ç auxiliaste auxiliarias auxiliasses = z~~~ existe existir exercitarás exercitasses exercesses exacto = ~~~z xale luxo baixo deixar bexigosas eixos seixos sexta calix expressar |
VIGESIMA PRIMEIRA LIÇÃO
Das oito consoantes incertas faltam-nos duas, m, n: mas como estas servem tantas ou mais vezes de til que de letras, é chegado o tempo de fallarmos das vogaes nasaes. Ha cinco especies de vogaes: agudas, fechadas, abertas, graves, e nasaes.
Agudas são as que se proferem como se chamam á, é, í, ó, ú; ás quaes muitas vezes se applica e muitas mais se deixa de applicar aquelle traço obliquo da direita para a esquerda chamado tambem accento agudo.
Abaixo, por assim dizer, um ponto em força e clareza estão as fechadas, que se proferem com a bôca um pouco menos aberta.
O signal destas é o chamado impropria e alatinadamente circumflexo, que a maxima parte das vezes se omitte, mas algumas se emprega onde era necessario como em dê; onde convinha como em rôgo; onde era desnecessario como em flôr (porque or final vale geralmente ôr, e portanto bastava accentuar as excepções como maiór, peór); e tambem modernamente em palavras, onde não convinha, como vêmos, louvâmos, que em estylo culto e desaffectado se lêem nasalando as vogaes e, a; ás quaes portanto mais competia til que accento circumflexo.