Quando é signal nasal, vale para a vogal antecedente o mesmo que til. Tanto importa para a leitura escrever:
| ambos, | embora, | impar, | ombria, | umbral; | |
| como | ãbos | ẽbora | ĩpar | õbria | ũbral: |
com a differença que esta orthografia era melhor, mais exacta e, por consequencia, mais elegante.
Por economia de espaço, e conveniencias typograficas, talvez mais que por espirito reformador duma orthografia incoherente, acha-se o til empregado nas edições antigas, frequentissimamente, onde agora pomos m ou n. Em boa hora volte e seja universalmente recebida aquella substituição. Mas os antigos, que escreviam (tambem mais logicamente) por exemplo amárão; querendo differençar o ão dominante do grave, á falta de signaes convenientes escreviam amaráõ, desvirtuando assim ao mesmo tempo os dois signaes agudo e nasal; pois nem o a é agudo, nem o o nasal. Daqui e, provavelmente ainda mais, da costumeira de solletrar á, ó, til, ão; parecendo ao principiante (e talvez ao mestre) que o til pertence ao o; resulta vermos até na capital grandes letreiros: Salaõ, Repartiçaõ de Instrucçaõ etc. (o que diga-se a verdade não é muito airoso para o pintor).
O m tem sempre este valor nasal quando se lhe não segue vogal.
Mas ás vezes não tem valor nenhum, e só se escreve por divisa etymologica, como por exemplo em
commenda, commissão, condemnado,
que se lêem exactamente como se escrevessemos comenda comissão condenado.
Estas taes divisas etymologicas, ou estas taes etymologias teem o grande inconveniente de fazer da escrita um privilégio, que nenhum homem liberal supporta sem repugnancia, etc. E ainda se os partidarios [ilegível............]! Mas elles não se entendem uns aos outros, e nem a si mesmos se entendem. Devia acabar esta affectação ridicula.
Continuando, não podemos dizer que mm estão no caso de bb, cc, dd, ff, gg, etc., que valem sempre assim dobradas o mesmo que simples: porque é tão commum o primeiro m não valer nada como valer de til: por exemplo: