Foge do logar onde fôra[{173}] feliz. Não terá direito a aspirar ao lenitivo para a alma lacerada?
Como nenhum som de vida animal perturba a tranquillidade das coisas, está perscrutando a intensidade dos proprios pezares, sopesando a agonia do coração encarquilhado.
Vae sempre para o centro, n'uma ascensão dolorosa, martyr da bôa fé. No espirito, afagado por indefinida ternura, renascem-lhe vislumbres de esperança. Não é que pretenda esquecer o passado. Busca apenas o socego absoluto das florestas intactas, para dar largas ao pranto que não secca ha seis mezes.
Demais, no meio da pacificação circumdante, não poderá elle rever a seu gosto agridoces saudades e convulsar baixinho, muito baixinho, com a sua querida Felicia,—não[{174}] a fugitiva,—mas a outra, a pequenita, a que o preferia sempre, aquella que elle creara como ama secca e ainda conservava pura e infantil no fundo do amantíssimo coração?[{175}]
INDICE
| PRIMEIRA PARTE | |
|---|---|
| Subjectivismo | |
| Paginas | |
| O isolamento | [15] |
| Gaivotas | [27] |
| O Naufragio do Purus | [39] |
| Brinde a minha Filha | [49] |
| O cemiterio da floresta | [57] |
| Um anniversario | [67] |
| SEGUNDA PARTE | |
| Objectivismo | |
| A pesca do Deodato | [89] |
| Mater dolorosa | [113] |
| Yaras paraenses | [129] |
| Uma historia de amor | [137] |
| A filha do pagé | [153] |
ESTE VOLUME
foi impresso, gravado e brochado
para Arnoldo Moen, editor,
314, Florida, 314
BUENOS AIRES
10 de fevereiro de 1896
NOTAS DE TRANSCRIÇÃO:
A grafia original usada no livro impresso foi mantida nesta edição.
Foram corrigidos alguns erros de impressão, onde não havia dúvidas sobre a intenção do autor.