A presa que o milhafre saboreia
É o emblema do fraco, o velho drama
Que o systhema do mundo patenteia.

*Episodio balnear*

N'uma soirée heroica, ignea e linda
Jurára o fulvo Arthur até á morte
Ser da formosa e pudibunda Olinda
Chumbando a ella p'ra sempre a sua sorte.

Por ella ao inferno iria, o mar ainda
Beberia d'um trago! Ella é seu norte,
Meiga estrella de lucido transporte,
Palpitante de rubra graça infinda.

De manhã cêdo a nossa Julieta
Desce nas crespas vagas a banhar-se
Mascarada n'um fato de baeta

E quando grita prestes a affogar-se,
Chega Romeu, exhibe uma gorgeta,
Mas não vae lá, que teme constipar-se.

*Reischoffen*

6 de Agosto de 1870.

Desfraldam-se estandartes e trombetas,
Ouve-se o crepitar da espingarda;
Quando o canhão rouqueja á retaguarda
Scintilla a larga messe das baionetas.

As coiraças protegem a vanguarda,
Dos capacetes poisam nas facetas
As crinas marciaes, vermelhas, pretas,
Com expressão terrivel e galharda.