As folhagens mostram, a começar do seculo XV, fórmas inteiramente differentes das que notámos nos seculos XIII e XIV, são folhas de couve encrespadas, de cardo e outras plantas. As folhas de vinha foram tambem empregadas com as outras folhas recortadas: estas formam, nas hombreiras das portas, das janellas, cornijas e festões executados com tanta habilidade, que parece se despegam da pedra, e são apenas adherentes na sua superficie: estas grinaldas eram ás vezes entrelaçadas com fitas. Os esculptores divertiam-se tambem em representar diversos animaes entre as folhagens.
Figura 233: Grinaldas de folhas recortadas
Os crochets, em parte differentes dos executados no seculo XIV, mostram em geral mudança de fórma análoga a dos ornamentos, representam folhas de couve ou cardo encrespadas, arredondadas, reviradas, parecendo-se com cabeças de golphinhos.
Contrafortes
O fragmento representado na pag. seguinte [fig. 234], mostra o effeito dos apainelados, dos pinaculos na sua applicação descançando sobre animaes—caryatides; finalmente os dos frontões triangulares, por cima das janellas ornados de folhas encrespadas, rematavam com balaustradas e divisões do estylo flamejante de labaredas.
Figura 234: Pinaculos descançando sobre animaes—caryátides
Columnas e pilastras
Já não se vêem columnasinhas enfeixadas, porque foram substituidas por simples nervuras prismzticas. Os capiteis, mais geraes, eram ornadas de folhagens encrespadas, dispostas em dois ramos sobrepostos um ao outro. No final do seculo XV e no XVI, não é raro encontrar as columnas completamente sem capiteis; então as nervuras dos pilares prolongam-se sem interrupção até ao cimo do edificio e formam um todo com os arcos ramificados de abobada. Sobre algumas pilastras, encontram-se pinaculos, molduras com grandes relevos mais ou menos complicados, e misulas para servirem de peanhas ás estatuas.