Porém, a architectura chamada do Renascimento não foi geralmente empregada nas construcções religiosas do XVI seculo. A fórma da ogiva tinha recebido para estes edificios uma especie de consagração, e muito tempo depois da adopção do estylo classico para as construcções civis, fôra preferida depois para os monumentos religiosos, e até do seculo XVII se encontram exemplos do emprego da ogiva. Na verdade, estava então o estylo ogival privado dos seus ornamentos, mostrando grande pobreza decorativa; apparecia apenas o esqueleto do antigo estylo; porém a ogiva era ainda usada sómente para as janellas e arcadas.
Poderiamos citar centenares de igrejas edificadas n'este estylo, quando o do Renascimento ostentava já todo o seu brilho nos palacios acastellados e nas construcções civis.
Como quer que fosse, as construcções do Renascimento foram mais civis que religiosas: isto é, construiram-se n'este estylo menos igrejas que palacios e casas.
ARCHITECTURA RELIGIOSA
Plano das igrejas
O plano das igrejas do seculo XVI foi pouco mais ou menos o mesmo que no seculo antecedente.
Monumentos
As almofadas e frizos, as pilastras e os outros membros architectonicos foram cobertos de grande profusão das imitações do reino animal e vegetal. Genios representando amor, figuras diversas, muitas de phantasia, se entrelaçavam em contornos caprichosos; porém sempre em combinações graciosas que foram chamadas arabescos, denominação extravagante, porque os arabes proscreveram a natureza animada das suas obras de imitação.
A igreja de Semur offerece-nos magnificos arabescos. Os arabescos, para nos servir d'este termo improprio, que tem prevalecido, eram imitação das decorações a fresco que se acharam em muitos monumentos antigos, e que se vêem ainda hoje nas galerias e abobadas sombrias dos banhos de Tito, em Roma.
Janellas