As mudanças da decoração praticavam-se por varios systemas. Chamava-se aos bastidores ductiles, quando giravam em corrediças; versatiles, quando se viravam sobre pião.
Muitas machinas fraccionavam na scena e coadjuvavam os papeis dos actores.
Como os theatros não eram cobertos, estendia-se acima das paredes um grande toldo para dar sombra aos espectadores. Este velarium[[18]] estava fixo ou suspenso em mastros cravados no alto das paredes. Vitruvio recommenda que não exponham os theatros do lado do sul, para evitar que os raios do sol aqueçam demasiadamente o ar.
Figura 58: Plano do theatro de Champlieu
O theatro de Orange, em França, é uma ruina digna de ser contemplada, e poucas ainda ha que se lhe possam comparar. As suas columnas tinham 18 pés de altura e 2 pés e 4 pollegadas de diametro; a altura das paredes era de 108 pés com tres ordens de columnas. A fachada exterior era decorada por duas fileiras de arcadas sobre as quaes havia um attico. O theatro fôra construido com cantaria de extraordinarias dimensões; notando-se n'estas pedras vestigios de incendio violento.
Figura 59: Exterior da scena do theatro de Orange
Amphitheatros
De todos os monumentos romanos existentes são os amphitheatros os que offerecem ainda as ruinas mais collossaes e magestosas. Eram, como indica a etymologia da palavra amphitheatro, dous theatros collocados em frente um do outro, e separados por um espaço livre de forma oval destinado para os combates dos gladiadores e animaes ferozes.