Figura 65: Plano do amphitheatro de Chenevières (Loiret)
O amphitheatro era construido com boa cantaria de grande apparelho, posta sem cimento algum, e era tal a grandeza das pedras que, apesar de tantos seculos decorridos, ainda se conservam solidas nos seus leitos.
O plano da gravura da pag. 73 [fig. 64] mostra a disposição de outro amphitheatro, que pelo seu genero custava muito menos a construir, que outros compostos de dois lados, porque sendo marcada a inclinação para a encosta, bastava edificar o podium do lado aberto. Podia-se também facilmente transformar os amphitheatros em theatros com outras disposições para o scenario e então constituíam monumentos mixtos, que foram numerosos durante a dominação romana.
Banhos publicos
Os romanos tinham muitas especies d'estes estabelecimentos, que se conheciam com os nomes de thermæ, lavacra e balnea.
As thermas[[20]] eram vastos edificios que continham não só os banhos, mas tambem porticos e passeios arborisados, salas onde os philosophos e os rhetoricos davam lições publicas e liam as suas obras; onde se exercitavam na luta: chamavam-lhes gymnasios.
Citavam, entre as mais sumptuosas de Roma, as de Agrippa, Nero, Tito, Caracalla,[[21]] Antonino e Diocleciano, das quaes existiam ainda consideraveis vestigios.
Não se deve suppôr comtudo que haveria similhantes estabelecimentos em todas as cidades onde os romanos dominaram. O mais geral era construir lavacra ou balnea, de limitada dimensão, á qual estavam ás vezes reunidas algumas dependencias dos gymnasios.
Taes edificios eram mais ou menos espaçosos conforme deviam ser francos ao publico de uma cidade bastante povoada, ou simplesmente destinados ao uso de pequena localidade, ou de uma unica familia.
O apodyterium era a sala de vestir, ou em que ficavam depositados os fatos antes do banho.