—D.ᵃ Maria de Mendonça e Albuquerque, casada com D. Jerónimo Manuel, de alcunha «o Bacalhau».

A sentença que deu a estes a posse do morgado seria dos primeiros dias de janeiro de 1609, porquanto encontro uma escritura de 24 daquele mês, que já dela faz menção.

O registo de um batismo na freguesia de S. Simão, de 21 novembro de 1610, já dá notícia da estada daquela família na casa de Afonso de Albuquerque em Azeitão, fazendo menção de D. Jorge Manuel de Albuquerque, filho de D.ᵃ Maria e D. Jerónimo, como padrinho de uma criança.

II

Cabe aqui uma retificação. No Resumo histórico dos Albuquerques diz-se «que a quinta de Azeitão e Casa dos Bicos foram fundadas pelo primeiro conde de Linhares e dadas em dote a sua filha D.ᵃ Maria de Ayala», que os terrenos da quinta foram cedidos por D. Jerónimo de Noronha, por alcunha «o Bacalhau», sobrinho do conde.

Já atrás fica demonstrado o erro, dando-se a génese da quinta, que vem de tempos muito anteriores.

Também no mesmo Resumo histórico, dando-se conta da origem da alcunha «Bacalhau», comum a dois Jerónimos, diz-se assim: «Em uma das expedições, que de Portugal foram para a Índia, embarcaram nela D. Jerónimo de Noronha, sobrinho do primeiro conde de Linhares, e D. Jerónimo Manuel.

O primeiro, como se sabe, era mais velho que o segundo, e, além disso, ia por capitão da nau.

Dizem que a viagem foi longa e tormentosa e o escorbuto principiava a grassar na tripulação, atribuindo-se tal enfermidade à constante alimentação de bacalhau, que nesse tempo era havido como muito nocivo à saúde.