—D. João Afonso da Costa e Sousa Macedo e Albuquerque, segundo conde de Mesquitela, par do reino, do conselho de S. M., décimo segundo armeiro-mor, grau-cruz da ordem da Conceição, comendador de Cristo e condecorado com diversas ordens estrangeiras, serviu de capitão da guarda real de arqueiros por impedimento do duque de Palmela.

Em 1886 foi criado duque de Albuquerque pelo rei D. Luís I.

Foi um cortesão distintíssimo, conhecedor de todas as etiquetas palacianas, e de tão fina polidez que preferiu a todos os fidalgos da corte para receber no desembarque as princesas Estefânia, desposada do rei D. Pedro V, e Maria Pia, do rei D. Luís I. Na vida de sociedade era o mais fino cavalheiro; numa sala com damas não havia quem se lhe avantajasse.

Acostumado às amabilidades feminis, a render culto à beleza, foi fanático nesta religião, o que já na decrepitude lhe não ia bem.

Da sua casa foi um mau administrador; as suas propriedades rústicas ou urbanas distinguiam-se pelo desleixo total, e por se verem cair a pedaços.

A sua alma era boa.

Faleceu sem geração em 24 de setembro de 1890, com setenta e cinco anos de idade; sucederam-lhe na casa, que era grande, seus irmãos, cabendo a quinta, palácio e mais propriedades de Azeitão a seu irmão:

—D. Luís António da Costa e Sousa de Macedo e Albuquerque, atual conde de Mesquitela. Ama o solar dos Albuquerques, aprecia-lhe as belezas de arte que encerra, e cuida de restabelecer as ruínas. Que Deus lhe conserve as felizes disposições.

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