Em 1838 o marquês de Saldanha, marechal e depois duque do mesmo título, descontente do governo, veio para a Bacalhôa, de que então era senhor o conde D. Luís da Costa, casado com D.ᵃ Maria Inácia, irmã do marechal; habitou por meses o palácio, sendo-lhe companheiro o conde da Cunha.

Disse quanto sabia.


APÊNDICE
A que se faz referência na nota da [página 36]

O Sr. Theodoro Rogge, ilustre professor alemão e amador distinto e enthusiasta de faianças, veio a Portugal e, no seu regresso à pátria, deu a lume no periódico «Blätter für Kunstgewerbe» (Ano de 1895, caderno 3.º e 4.º) um excelente artigo sobre alguns azulejos que encontrou no nosso país e que julgou dignos de menção especial. Tão pouco se tem tratado em Portugal deste género de cerâmica que me pareceu conveniente tornar conhecido aquele interessante escrito, de que se fez tiragem em folhas separadas, das quais e respetivas estampas o ilustre professor me brindou com um exemplar, cuja tradução segue:

Tiragem separada do Jornal da arte. Ano de 1895, caderno 3.º e 4.º

Arte cerâmica e decoração em Portugal

Em Portugal a cerâmica serve para fins decorativos pelas maneiras mais variadas, começando nos mais simples objetos de necessidade imediata, como o fogão, os ladrilhos toscos do chão e análogos, e rematando nos magníficos azulejos de faiança artisticamente arranjados tanto sobre o ponto de vista do arquiteto como do pintor.

O emprego destes azulejos (ladrilhos fabricados de argila cozida e esmaltados de um só lado) imprime nos edifícios portugueses uma graça especial, dando-lhes ao mesmo tempo solidez e beleza.