O serviço interno é feito por cinco medicos, um cirurgião e cinco praticantes.
Á entrada, entre os dois pavilhões, está o estabelecimento hydrotherapico, com excellente installação. Salão de recepção.
Sala provida dos mais modernos e aperfeiçoados apparelhos, para a cura pela electricidade.
Enfermaria de observação de alienados, com banheiros.
Secção especial de pensionistas, com pequenos pavilhões, e jardins privativos. Pavilhões, na cêrca, para observações. Grande pavilhão—lavanderia que prepara a roupa de todas as casas de caridade da capital. Officinas de carpintaria, mechanica, e de trabalhos manuaes.
Quinta-pomar, entretida pelos doentes brandos, e que fornece o estabelecimento. Pavilhão com uma enfermaria de cirurgia, outra de medicina, salas de operações, de radiographia e consultorio odontólogico. Bibliotheca da especialidade. Pharmacia especial. Capella com torre, e interiormente revestida de marmores diversos.
Grande cêrca e jardins com apparelhos para gymnastica e outros exercicios. Existencia de 1:500 alienados, de ambos os sexos. Ao contrario do Hospital de Caridade, nota-se n’este estabelecimento primoroso aceio.
Asylo de Expostos e Orfãos—Deve-se a sua fundação, em 7 de Outubro de 1818, á iniciativa do vigario D. Damaso Larreñaga, e do general portuguez Sebastião Pinto de Araujo Correia.
Ao principio esteve este estabelecimento aggregado ao Hospital de Caridade. O actual edificio foi começado a construir em 1873 e concluido e inaugurado em 1875. Este Asylo é mantido pelo Estado, seu proprietario, e administrado pela Commissão de Caridade e Beneficencia Publica, entidade de nomeação official e que tambem superintende nos outros estabelecimentos de assistencia publica, de Montevideu. Em Maio de 1908 tinha uma existencia de 220 varões, de 3 a 17 annos, e de 180 meninas, que são admittidas dos 3 aos 18 annos. Abriga e sustenta orfãos e expostos na roda do estabelecimento, ou entregues pelos paes com o pretexto de indigencia.