Pouco tempo depois foram expulsos os jesuitas e parou a imprensa de Cordoba, até que em 16 de Setembro de 1775, o vice-rei Vertiz officiou ao reitor de Monserrat, propondo-lhe a transferencia da imprensa para Buenos-Aires, o que teve logar no anno seguinte, pelo preço de mil pesos, tendo ella custado 2:000 duros aos padres de Loyola. Foi, ao principio, montada em uma casa velha, no local onde hoje funcciona o Collegio Nacional e Central, sendo pouco depois transferida para a esquina das ruas Bolivar e Moreno. Para o cargo de administrador geral da imprensa, foi nomeado D. José da Silva y Aguiar, pelo tempo de dez annos, a unica pessôa de Buenos-Aires que, ao tempo, entendia da arte typographica.

Em Maio de 1780 fez-se a primeira impressão, um formulario de nomeação para empregos de milicias.

O primeiro papel impresso que appareceu em Buenos-Aires, com o caracter de publicação periodica, foi em 1 de abril de 1801, o Telegrafo Mercantil, Rural, Politico, Economico e Historiografico del Rio de la Plata, fundado pelo coronel D. Francisco Antonio Cabello y Mesa. Era bi-semanal, de oito paginas 13×20, e muito mal imprésso na que então já se chamava Real imprenta de niños expósitos.

Seguiu-se-lhe o Semanario de Agricultura y Comercio, publicado por D. Hipolito Vieytes, em 1802, na mesma imprensa, porém melhor elaborado. Belgrano fundou, em 1810, o Correo de Comercio de Buenos-Aires, jornal politico, apesar do seu titulo.

No mesmo anno appareceu La Gaceta de Buenos-Aires, editada pela typographia de M. J. Gandarillos y socios, com melhor material e superiormente redigida por D. Mariano Moreno, insigne patriota.

Surgiram, até 1835, numerosos periodicos politicos, noticiosos e commerciaes, supprimindo-os o dictador Rosas, com excepção do seu orgão—La Gaceta Mercantil de Buenos-Aires, que se publicou de 1823 a 1852.

Derrubado o tyranno e proclamada a liberdade da imprensa, pela constituição de 1853, o periodismo entrou em nova phase, apparecendo numerosos jornaes diarios, semanarios e revistas, dos quaes os primeiros e os mais importantes fôram El Comercio, El Federal, La Avispa, El Correo Argentino, El Nacional, La Tribuna, La Crónica, El Orden e Los Debates.

Este ultimo começou a ser publicado em 1852 e resurgiu em 1857, sendo seu redactor, em chefe, o celebre general Mítre. Em 1862 mudou o titulo para La Nacion Argentina, e em 1870 para La Nacion, que ainda hoje ostenta, disputando a La Prensa, a gloria de ser o primeiro jornal argentino.

Actualmente publicam-se, em Buenos-Aires, mais de quatrocentos diarios, periodicos e revistas, sendo uns cem estrangeiros.