Do terreno sacrosanto e utilissimo da actividade e competencia nas diversas manifestações da civilização e do progresso dos povos e das nacionalidades, não deve admittir-se, hoje em dia, que ultrapasse a rivalidade entre os membros da grande familia humana, collectiva e individualmente considerados.

Toda a America é um grandioso laboratorio, onde o trabalho e o capital dão-se as mãos no desenvolvimento dos tres grandes factores da prosperidade das nações—a agricultura, o commercio e a industria.

Os Estados Unidos da America do Norte, porém, attingem, actualmente, o vertice da escala progressiva, tendo dado, ao mundo, o assombroso exemplo de quanto póde a energia de uma raça preponderante, auxiliada pela collaboração de todos os povos da Terra.

A America Central está dividida em pequenas Republicas que, a cada passo, guerreiam-se e esphacelam-se em mesquinhas lutas de interesses.

É na parte meridional d’aquelle immenso e uberrimo continente que, n’este instante da vida universal, produz-se, principalmente, a vitalidade da raça latina, quasi expurgada dos vicios hereditarios das suas antigas metropoles, pelos beneficios da immigração e pelas excellencias das instituições democraticas, fundidas no preciocissimo cadinho de uma natureza bella e fecunda.

Na America do Sul, todavia, nem todas as nações progridem á altura das suas instituições politicas e do sólo ubérrimo que as alimenta.

No Mar das Antilhas, a Venezuela, dá-nos o degradante espectaculo de uma democracia subjugada por um tyranno demente e senil.[1]

A Colombia, cujo territorio é banhado pelos dois maiores oceanos do nosso planeta, vegeta em condemnavel apathia.

Encravada entre ella e o Perú, a Republica do Equador mantem-se, equilibrada, no concerto sul-americano.

Das tres nacionalidades que degladiaram-se, ha annos, por questões de territorio, apenas o Chile conserva relativa importancia, devido á sua invejavel e especialissima situação geographica e topographica.