O director Serpa Brandão, cujo nome foi dado á Alameda Central, mandava queimar as sementes da Palma Mater, para que não se reproduzissem fóra do Jardim; porém os escravos subiam, de noite, ao vértice da planta, e roubavam as sementes, que vendiam a 100 réis cada uma.

Ultimamente, apparecendo lagartas verdes a devorar a base das folhas d’esta preciosa e secular palmeira, o director Barbosa Rodrigues, mandou propositadamente construir um andaime para extinguir os damninhos reptis.

Ao fundo da Alameda Serpa Brandão, vê-se um artistico fontanario de bronze que outr’ora esteve em uma praça da cidade.

Proximo d’um magestoso bambual formando curvas em gothico, ergue-se o monumento a Frei Leandro do Sacramento, o primeiro director d’este Jardim. É um busto de bronze com pedestal de marmore e dedicatoria em lettras douradas. Está abrigado por uma construcção octogona com tecto de vidro. Enfrenta-o um lago coberto pela Victoria Regia, representada por esplendidos exemplares.

Este Jardim é cortado por lindissimas avenidas de samambaias, mangueiras, bambús e palmeiras, notando-se todos os exemplares das plantas com as suas designações scientificas, e o maximo aceio e cuidado na conservação do preciosissimo horto, uma das principaes curiosidades da capital do Brasil.

Junto da Palma Mater, inicia-se a construcção do monumento ao fundador do Jardim.

Será inaugurado por occasião da celebração do centenario da fundação d’este maravilhoso escrinio scientifico, natural e artistico.

Floresta da Tijuca—Não obstante estar já situada em um dos mais apraziveis arrabaldes do Rio de Janeiro, nem por isso a floresta da Tijuca deixa de ser um dos logradouros publicos mais procurados e admirados pela população fluminense e, especialmente, pelos forasteiros, que ahi se deliciam em plena apotheose da excelsa natureza.