Bolsa—Este palacio occupa a area de dois mil metros quadrados, na rua Primeiro de Março, confinando com a rua General Camara, a rua do Visconde da Itaborahy e uma passagem que a separa do edificio do Correio Geral. Iniciou a sua construcção, em 1880, o architecto Francisco Joaquim Bettencourt da Silva, terminando-a, ultimamente, o engenheiro civil José Valentim Dunhan.

Pertence á Associação Commercial do Rio de Janeiro. O chefe da Camara Syndical de correctores de fundos publicos, preside diariamente á venda de papeis de credito, que effectua-se em uma vasta rotunda, ao centro do magnifico hall. As dependencias do edificio são amplas e numerosas, destacando-se a bibliotheca, que é importante, o archivo, o salão de leitura e a sala das sessões.

A Associação Commercial foi fundada em 9 de Setembro de 1834, com o titulo de Sociedade dos Assignantes da Praça do Commercio.

Camara dos Deputados—Ha cêrca de 80 annos que existe este casarão, tendo primitivamente servido de paço municipal e de cadeia.

Esta era no pavimento terreo e n’ella esteve encarcerado Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, álem de outros prisioneiros notaveis. A camara dos deputados funcciona n’este edificio, desde 1823. Tem a construcção soffrido varios remendos, mas fica sempre com o mesmo aspecto lugubre e mesquinho, absolutamente impropria para o fim que serve. Admira como na actual quadra, de assombrosos melhoramentos fluminenses, ainda não se começásse a edificação de um palacio proprio á reunião dos representantes do povo brasileiro.

O pavimento superior é occupado pela Camara, e no rez-do-chão estão a Caixa Economica e o Monte de Soccorro. A construcção não pertence a nenhum genero de architectura. O salão, pouco amplo e muito simples, é ladeado por galerias, para o publico, e por tribunas para senhoras e para o corpo diplomatico.

Alfandega—Grande edificio que occupa toda a rua do Visconde de Itaborahy, do lado do mar. Foi construido em 1817, pelo risco do architecto francez Grandjean de Montigny.

Encerra 14 vastissimos armazens.

O corpo principal foi, até 1821, séde da Praça do Commercio, ou Bolsa.

A renda mensal e actual da alfandega do Rio de Janeiro é, na média, de sete mil contos. Regula por quatro milhões de volumes, o movimento annual dos armazens.