Banco da Republica—Foi fundado em 12 de Outubro de 1808, com o titulo de Banco do Brasil, e com o capital de tres milhões de cruzados, em 1:200 acções de um conto de réis, cada uma. Começou a negociar em 1809, em uma casa da rua Direita, esquina da rua de S. Pedro.

Por alvará de 20 de Outubro de 1812, o Governo constituiu-se accionista com cem contos annuaes, producto de novos impostos, no intuito de auxiliar o Banco.

Em 1815 foi o estabelecimento mudado para outro predio, na mesma rua. A 16 de Fevereiro de 1816, foram mandadas estabelecer agencias, d’este Banco, na Bahia e, a seguir, em outras provincias.

Esteve quasi fallido, em 1821, em consequencia de um activo de cinco mil contos contra um passivo de seis mil, sendo reorganisado pelo Governo, em 1823, que o auxiliou com mil e duzentos contos. Alem disso o Estado permittiu que o Banco emittisse bilhetes de 4, 6, 8 e 12$000 réis.

Por causa dos supprimentos feitos pelo Banco ao Governo, durante as guerras do Sul, a assembleia geral dos accionistas recorreu ao Governo, que contractou com o Banco pagar-lhe a divida com nova emissão de notas, proporcional á mesma divida. Esta medida desacreditou o Banco.

Por carta de lei de 23 de Setembro de 1829, foi mandado liquidar, e definitivamente dissolvido em 3 de julho de 1848. Por decreto de 2 de Julho de 1851, foi creado um novo Banco do Brasil, com o capital de dez mil contos, dividido em 20:000 acções de 500$000 réis cada uma, começando as operações a 21 de Agosto, na casa n.º 143 da rua da Quitanda.

Em 12 de Julho de 1853, este Banco foi fundido com o Commercial, sob o titulo do Banco do Brasil. Foi installado no actual edificio, especialmente construido, situado na rua da Alfandega, esquina da rua da Candelaria, em 10 de Abril de 1854. O capital do 3.º Banco do Brasil, era de trinta mil contos, divididos em 150:000 acções.

Esse capital foi depois elevado a 33:000 contos, divididos em 165:000 acções de 200$000 réis cada uma.

O primeiro ministro da Fazenda, da Republica, o dr. Ruy Barbosa, reformou-o em 1890, sob a designação de Banco da Republica dos Estados Unidos do Brasil, concedendo-lhe a faculdade emissora, ao principio com caracter privativo, ampliando-a depois a outros estabelecimentos de credito.

Foi o abuso d’esta faculdade que produziu o ensilhamento, causa do atrazo e do descredito das finanças brasileiras.