Escóla Polytechnica—Esta instituição teve a sua origem em 1699, quando o governo da metropole mandou estabelecer, no Rio de janeiro, uma aula de fortificação. Em 1810, estando D. João VI na capital do Brasil, tratou-se de installação condigna para este estabelecimento, já então reformado em Academia Real Militar, sendo aproveitados os alicerces e as paredes, até meia altura, da egreja cuja construccção estava, havia annos, interrompida e que era destinada a cathedral. Em 1812 foram inauguradas as aulas n’esse novo edificio, que é o actual, varias vezes modificado, no largo de S. Francisco de Paula, defronte da rua do Ouvidor. É de alvenaria sem estylo architectonico.

Em 9 de Março de 1842, o ministro da guerra, José Clemente Pereira, transformou o estabelecimento em Escóla Militar.

Dezeseis annos mais tarde, Jeronymo Francisco Coelho, tambem ministro da guerra, modificou-a para Escóla Central. Foi reorganisada sob a denominação de Escola Polytechnica, por decreto de 25 de Abril de 1874.

Tem sido reformada, por varias vezes, tanto sob o ponto de vista technico, como em relação ao edificio. Ultimamente, puzeram-lhe ao centro da fachada 4 columnas de pedra granitica, que o povo chrismou de nariz de cêra. Foi n’esta escóla que se formaram, em engenharia, os velhos marechaes do exercito brasileiro.

Comprehende os cursos de engenharia civil, estradas, minas, engenharia geographica e sciencias physico-mathematicas.

Conservatorio de Musica—Este conservatorio foi creado por decreto de 27 de Novembro de 1841 e provisoriamente foram installadas as aulas no edificio do Museu Nacional, em 10 de Agosto de 1848. Em 14 de Maio de 1855 foi o Instituto Nacional de Musica, sua designação official, incorporado á Academia das Bellas Artes, construindo-se junto a esta Academia, um edificio especial para o Conservatorio, que foi inaugurado em 9 de Janeiro de 1872.

A edificação nada apresenta de notavel, funccionando a instituição para os dois sexos.

Este estabelecimento foi originado na Sociedade Beneficente Musical, fundada por Francisco Manoel da Silva, em 1833. O Conservatorio occupa 19 professores, 4 adjunctos e 9 auxiliares de ensino.