Ia a si destruindo tudo o que podesse lembrar-lhe o dominio imperativo do Jorge; esta ideia desafogava-o, fazia-o dilatar d'uma grande satisfação intima, e um dia, que uma indisposição o azedou com Ermelinda, ao ver que a Joaquina vinha intervir, como de costume, levando-lhe o conforto das consolações.
—Quem lhe deu a Você liberdade de se metter onde não é chamada?—
—Oh, senhor Alberto.
—Já lhe disse, não quero em minha casa quem mande mais do que eu e se lhe não serve, procure, estou farto de a aturar.
—E eu ao senhor; é já, é fazer-me contas e a porta da rua é larga...
O Alberto cresceu para ella—
—Não me fanfe, ouviu.
—O senhor pensa que eu lhe tenho medo.—
Esbofeteou-a; o temperamento molle da Joaquina prorompeu n'um soluço comprimido, Ermelinda interveio, patrocinou a causa d'ella...
—Nem quero ouvir fallar de tal mulher, contas e rua, já...—e sahiu da sala, um ar embofado de D. Quixote—