Veiu para o quarto, releu de novo; a D. Clementina dizia-lhe:
«Peço-lhe o obsequio de me vir fallar immediatamente; trata-se de arrancar a pobre Ermelinda a um martyrio cruel.»
—Mas que martyrio será este, ein?...—
—o marido talvez... me recordo agora que o Jorge ao morrer me disia que ella não era feliz... ha-de ser isto, ha-de... pois cumprirei a minha palavra... apesar de que a gente metter-se entre casados... veremos, veremos... a D. Clementina me explicará!... É mulher para revolver meio mundo.—
E apresentou-se em casa d'esta; atacou-o ex-abrupto.
—Contei comsigo e parece-me ter feito bem...
—Oh, minha senhora!...—
—Eu lhe digo, se eu fôra homem, trabalharia só, assim não me é possivel.—
—Mas estou inteiramente á sua disposição.
—Trata-se de obter o divorcio de Ermelinda.