—E elogiou-a,—que estava muito bonita realmente, era o mais formoso dia da sua vida—
—Eu sei, D. Carola! talvez o mais infeliz!—e abriu as palpebras a umas lagrimasinhas brancas, d'uma humidade crystallina, que rolaram {93} como pequenas perolas sobre os olhos negros, avelludados.
—Ora já viram, a menina a chorar—rompeu a Amelinha Bastos!—eu cá até me ri, podera não! se eu ia por minha vontade—
Mas a D. Carola reflectiu:
—que poucas deixavam de chorar, realmente a cousa bem pensada, não era para menos! mas que não havia nada mais lindo, dando-se bem...
Em baixo os convidados cercavam o Jorge, perguntando pelo Alberto, o noivo. Elle explicava:
—O casamento effectuar-se-hia em Cedofeita, era um pouco do tom, e o Alberto iria dar á Egreja com os seus amigos.
—E os padrinhos, os padrinhos quem eram?
—Da sua Ermelinda era o Mendes e a D. Carola.
—E do Alberto?