Collei algumas d'estas paciencias com palavras. São estas as palavras que trago aqui. Ainda não estão promptas—são pedaços de coisas, aqui e alli, como um rapaz novo, como uma rapariga nova. Como os cavallos quando ainda são petizes—vê-se já que se trata de um cavallo, mas tambem se vê que ainda não está concluido. As pernas cresceram mais depressa do que a espinha. A cabeça muito grande é que já está do tamanho em que ha-de ficar. Tudo se aguenta de pé provisoriamente—ainda não está prompto, vê-se perfeitamente que ainda não é tudo.
Agarrei uma mancheia de palavras e espalhei-as em cima da meza. Ficaram n'esta posição:
+PARABOLA+
A humanidade abriu alas—as duas grandes alas da humanidade. Uma á direita, a outra á esquerda. Em baixo a Terra, em cima o Sol.
Vae acontecer qualquer coisa—os que passam vão mais depressa, os outros já estão á espreita.
As duas grandes alas da humanidade lá estão as duas em frente uma da outra. Não levantem os braços! não virem as cabeças!
Em baixo a Terra, em cima o Sol!
Ainda não chegou o homem-que-sabe-viver!
As duas grandes alas da humanidade querem ver com olhos da cara o homem-que-sabe-viver!
As duas grandes alas da humanidade não querem senão ver com os olhos da cara o homem-que-sabe-viver!