Em Paris é tudo de carne e osso,—O Sacré-Coeur, O Sêna e a Torre
Eiffel—as casas, as pessoas, os domingos e os outros dias.

Ha em Paris uma Rocha Tarpeia que não é feita de rocha, é feita de domingos e dos outros dias.

+EU+

Quando digo Eu não me refiro apenas a mim mas a todo aquelle que coubér dentro do geito em que está empregado o verbo na primeira pessôa.

+LIBERDADE+

Quando entrei na cidade fiquei sósinho no meio da multidão.

Em redor as portas estavam abertas. A multidão entrava naturalmente pelas portas abertas. Por cima das portas havia tabolêtas onde estava collada aquella palavra que sóbe—Liberdade!

Entrei por uma porta. Entrei como uma farpa!

Era uma ratoeira, Mãe! era uma ratoeira! Se eu tivesse entrado como uma agulha podia ter sahido como uma agulha, mas entrei como uma farpa, fiz sangue verdadeiro, já não me esquece. Aconteceu exactamente. Dei um mau geito nos rins por causa da ratoeira! Ainda me lembro da palavra—Liberdade!

Mãe! Vou contar-te como foi.